sábado, 29 de agosto de 2009

Somos europeus?

Uma questão bastante simples e aparentemente de óbvia resposta. Mas mais do que isso, talvez seja uma pergunta que deva fazer pensar se tivermos em conta os sinais de desânimo e desinteresse face aos acontecimentos europeus. Que os portugueses mostram pouco interesse pela política não é surpresa. A ainda maior indiferença com que encaram com a política europeia também não. Aliás, as últimas eleições europeias provam isso mesmo: a afluência às urnas não chegou aos 37%, e segue a tendência decrescente desde as eleições de 1999. É triste. Diz-se que a classe política é de fraca qualidade. A aliar a esse facto, a Europa é "lá longe" e não nos toca. E assim se segue neste caminho desconhecendo por completo que essa Europa que se crê tão longe está afinal aqui tão perto. Não fisicamente, óbvio. Mas pelo menos no que toca a definir a legislação que gere o dia-a-dia de cada um de nós. É que já cerca de 85% das leis que nos regem são definidas na União Europeia, cabendo a cada Estado transpô-las para território nacional. Uma percentagem deveras elevada para um tão pouco interesse em afirmar a identidade europeia.

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