Fruto da história, há quem ainda guarde uma certa rivalidade com o nosso país vizinho. Nem mesmo os mais recentes tempos de paz e crescente cooperação fizeram esquecer completamente aqueles séculos de lutas e guerras, onde ser português significava - e de certo modo ainda significa - ser aquilo que também não se é: espanhol.
Mas se o auge da rivalidade luso-espanhola está mais do que ultrpassada, o mesmo já não se poderá dizer do que acontece no Este europeu. Aí, a luta e a mágoa são ainda bem recentes, e a vontade de abraçar o progresso não desvanece o orgulho de pertencer a uma cultura e não apaga o sofrimento de pertencer a uma pátria outrora em conflito armado. No início deste ano Eslovénia e Croácia protagonizavam um episódio que causou mal-estar no seio da comunidade europeia. Países independentes da ex-Jugoslávia desde 1991, estipularam então as fronteiras entre si sem no entanto chegar a um consenso em determinadas regiões.
Actualmente a situação encontra-se calma, mas não resolvida, pelo que o assunto voltará à ribalta europeia num futuro breve. O Comissário europeu para o Alargamento, Olli Rehn, já veio a público confirmar que será possível concluir as negociações para a adesão da Croácia à UE no primeiro semestre de 2010, mas que para tal - e como já seria expectável - será necessário que os governos de Ljubljana e de Zagreb solucionem esta disputa fronteiriça.

Nada a ver com o post, mas há 509 anos D. Pedro nos separava, Anthony!
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